Conheça toda desigualdade vergonhosa e extrema no Brasil!

O debate público sobre a redução das desigualdades no Brasil é urgente e necessário. Hoje, uma pessoa que recebe um salário mínimo, teria que trabalhar até 19 anos para ganhar o que em um mês um brasileiro do grupo privilegiado dos 0,1% mais ricos do país. Além disso, apenas seis pessoas acumulam a mesma riqueza que os 100 milhões de brasileiros mais pobres, ou seja, metade da população do país.

Os 5% mais ricos do Brasil caíram com a mesma proporção de renda que 95% da população. É uma situação injusta e insustentável. Mas também reversível. É isso que o relatório “La distancia” nos une divulgado hoje pela Oxfam Brasil revela. O documento apresenta uma série de dados sobre a desigualdade socioeconômica do gigante latino-americano e permite maneiras de levar o país a um mundo mais justo e livre de tantos desequilíbrios sociais.

“Temos que falar sobre as desigualdades e as formas que existem para reduzi-las”, diz Katia Maia, diretora da Oxfam Brasil. “Se no mundo a desigualdade já é assustadora, no Brasil a situação é ainda mais dramática”, explica ele. “Este relatório é nossa referência ao importante debate sobre a redução de distâncias em nossa sociedade.”

Desigualdade social

Nas últimas décadas, o Brasil reduziu as desigualdades retirando milhões de pessoas da pobreza e, assim, elevando a base da pirâmide social. “Apesar dos progressos, o nosso país não tem sido capaz de sair da lista dos países mais desiguais do mundo. O ritmo é lento e mais de 16 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza”, disse Katia Maia. E as previsões para os próximos anos não são encorajadoras. Segundo o Banco Mundial, somente em 2017, até 3,6 milhões de pessoas podem voltar a cair na pobreza.

Cadastro

Para o diretor da Oxfam Brasil, essa situação é inadmissível e exige que uma frente comum de toda a sociedade trabalhe para resolvê-lo. “Há uma distância absurda entre a maior parte da população brasileira e os 1% mais ricos, não só em relação à renda e à riqueza, mas também em relação ao acesso a serviços básicos como saúde e educação. Há várias idéias e propostas circulando, algumas até formam um consenso na sociedade, a única coisa que não pode ser feita é ignorar o problema e colocá-lo de lado, estamos no mesmo barco “.

Proposto pelo relatório A distância se junta a nós da Oxfam Brasil debate é urgente em apenas pela extrema desigualdade, mas também pelo declínio recente e preocupante nos direitos que o país vive, algo inédito desde o retorno à democracia no país. A desigualdade é um dos maiores obstáculos para continuar reduzindo a pobreza no Brasil.

Direitos da população

“Toda a trajetória de redução das desigualdades que haviam sido servindo desde a proclamação da Constituição de 1988 foi quebrado, e estamos tomando muitos passos para trás garantir os direitos para a população. Enquanto isso, a balança de rendimentos e patrimônio permanece intacta “, Diz Rafael Georges, coordenador de campanha da Oxfam Brasil.

População

Com o relatório La Distancia nos une, a Oxfam Brasil pretende contribuir e apresentar soluções para o debate sobre as desigualdades no Brasil, ressaltando que todas as pessoas, independentemente de sua classe social, sofrem as conseqüências. Desigualdade extrema gera conflito social, aumenta a violência e cria instabilidade política.

“O Brasil só posso dizer que ele é realmente um Estado de direito se ele oferece melhores condições para o seu povo. E isso não é exatamente o que está acontecendo”, define Oded Grajew, presidente do Conselho de Oxfam Brasil. “As desigualdades entre mulheres e homens ricos e pobres, pretos e brancos, não são um problema de poucos, mas um problema de todos. Esta é a distância que nos une”, diz Oded Grajew.

Sobre a Oxfam Brasil – organização brasileira que trabalha no combate às desigualdades em suas mais diversas formas. A Oxfam Brasil faz parte da confederação internacional da Oxfam, formada por 20 organizações que operam em 94 países, com o objetivo de construir um futuro livre de desigualdades e da injustiça da pobreza.

Mesmos direitos salariais

No Brasil, uma pessoa que recebe um salário mínimo mensal teria que trabalhar 19 anos para ganhar o que um brasileiro recebe de um grupo privilegiado dos 0,1% mais ricos da população. Mantendo a tendência dos últimos 20 anos, as mulheres brasileiras só terão equalização salarial com homens em 2047 e os negros ganharão o mesmo que os brancos apenas em 2089.

Seguindo a atual taxa de redução da desigualdade – desde a transição democrática -, o Brasil levará 35 anos para alcançar o nível atual de igualdade de renda no Uruguai e 75 anos para alcançar os padrões do Reino Unido.

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